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Renan se prepara para dar o bote no Senado

Com Eunício de Oliveira e Romero Jucá fora do Senado, Renan Calheiros se prepara para dar o bote.

Assim como uma cobra peçonhenta, todo o esforço é investido nos momentos anteriores ao ataque mortal, nos bastidores da cena. Oficialmente, Renan não assume a candidatura.

Com a política de bom moço, liga para Simone Tibet parabenizando-a pela audaciosa investida, defende abertamente no Twitter o senador eleito Flávio Bolsonaro do caso Queiroz, e – pasmem, já jantou com o Ministro da Economia Paulo Guedes, colocando-se à disposição para “servir ao Brasil”.

Inclusive, nessa janta, Calheiros se prontificou em trabalhar pela Reforma da Previdência (Fonte: O Antagonista).

Nada mais previsível vindo de um sujeito traiçoeiro, que modela-se conforme o ambiente, para no final, aproveitar-se das benesses do poder para benefício próprio.

Alguém acredita que o senador, que já foi três vezes Presidente do Senado durante a era do PT, vai trabalhar pelas Reformas que elegeram Bolsonaro-Guedes?

Renan Calheiros é outro caso de esquerdismo gritante com dezenas de denúncias pesando sobre seus ombros há décadas.

Contra fatos, não há argumentos. Vamos checar.

  1. O parlamentar de Alagoas é investigado em 12 inquéritos no STF;

  2. Foi citado no Mensalão, Petrolão, Zelotes e Lava Jato;

  3. Foi réu por suspeita de peculato e propina no caso da Construtora Mendes Júnior;

  4. Foi acusado de envolvimento com desvio de dinheiro de um fundo de pensão dos Correios;

  5. Acusado de desvios na Obra de Belo Monte;

  6. Acusado de ter comprado rádios em Alagoas com laranjas;

  7. Acusado de ter montado um esquema de espionagem contra senadores de oposição durante o governo de Lula;

  8. Em 2017, Renan se uniu com sindicalistas e não mediu esforços para atrasar e votar contra a Reforma Trabalhista (aqui);
  9. Vestiu a faixa de “Lula Livre” após visitar o presidiário, em Curitiba, em julho de 2018;

  10. Lulista, declarou que o ex-presidente é “um preso político” – zombando de toda investigação da Lava Jato.

Renan é o PT no Senado Federal.
É a velha política do “acordão” para se livrar da Lava Jato, dos conchavos, do tráfico de influência, do desprezo pelas reais necessidades das pessoas.

Lulista de carteirinha

Isso está claro – inclusive para seus colegas senadores.

O que carece de transparência é a eleição da Mesa Diretora do Senado por meio do voto secreto no dia 1º de fevereiro – dando brechas para seus colegas elegerem alguém como Renan na calada da urna.

A esquerda apoia Renan, a indefinição é no centro

A eleição do alagoano é vista com bom olhos pelos partidos de esquerda – o flerte é de longa data. Gleisi Hoffmann, por exemplo, já declarou não ter ressalvas a Calheiros. Por que teria? Ele conta também com o apoio de todos os governadores do nordeste, uma espécie de bolsão petista de resistência.

Ele seria a peça ideal para barrar as reformas econômicas liberais e também a lei anticrime que Sérgio Moro já antecipou que irá propor – regulamentando a prisão em 2ª instância e a replicação do modelo da Lava Jato para combater o crime organizado no nível federal.

Votação apertada

Segundo Fernando Holiday, do MBL, Calheiros teria virtualmente 51 votos. Para se eleger, bastaria 41.

Sabendo dos riscos de uma Reforma da Previdência fracassada logo na “partida dos motores”, o MBL lançou a operação FORA RENAN em todo o país, para pressionar os senadores.

O objetivo é claro: minar com a candidatura do “coronel”, que se refugia no Foro Privilegiado para não enfrentar a Justiça Comum. Como protocolou em Ação Popular, o coordenador do MBL, Rubens Nunes:

“[A candidatura de Renan Calheiros é] um ato claramente imoral ante a extensa lista de investigações criminais que o parlamentar responde por atos de improbidade administrativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro”.

O que está em jogo é o presente do país. É o programa de governo que venceu nas eleições de 2018 e que fica sob risco, no mínimo, de negociata, com o Senado comandado por um aliado de Haddad, de Lula e de Dilma.

A população espera mais dos senadores e também dos deputados federais.

Ou aprovamos as reformas liberais da Previdência, Tributária e leis que avancem no combate à corrupção, ou cairemos como patinhos na inevitável agenda esquerdista recheada de factóides – ou seja, exploração midiática exagerada de fatos pouco relevantes para a agenda nacional – como o Caso Queiroz e o arrego de Jean Wyllys para Espanha.

Buzinaço do MBL em Florianópolis tem data marcada

Dia 30 de janeiro, quarta-feira, às 19h, os integrantes do MBL de Florianópolis e Região farão um buzinaço na frente do Trapiche da Beira-mar contra a candidatura de Renan Calheiros para Presidente do Senado e a favor do voto aberto. É a Operação Fora Renan.
Ou você vai, ou ele volta.

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André Ramos
Coordenador de Comunicação do MBL SC e Editor-chefe do MBL SC News.