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A decadência da Inglaterra devido a mentalidade estatal, porém “Não com um estrondo, mas com um gemido”

 

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Sinopse por É realizações: Em Não com um Estrondo, mas com um Gemido, Dalrymple dá a medida do declínio cultural e da triste decadência da Grã-Bretanha – com sua burocracia, mentalidade de bem-estar opressiva, juventude sem rumo e a perseguição em nome da democracia e da liberdade. O autor mostra como o terrorismo e o número crescente de minorias muçulmanas mudaram a vida pública na Inglaterra. Registra, também, suas observações incisivas de artistas e ideólogos e, como médico psiquiatra, discorre sobre o tratamento de criminosos e dos mentalmente perturbados, área de seu interesse.

 

Não com um Estrondo, mas com um Gemido – Theodore Dalrymple

Prefácio: Nenhuma época é dourada para aqueles que vivem nela, no entanto, os últimos anos da Inglaterra estão sendo difíceis. As pessoas estão se declarando cada vez mais infelizes, independente de ser a era mais livre da história da humanidade. As pessoas vivem em função do estado de bem-estar social e estão cada vez mais distantes umas das outras, dado exemplificado pela quantidade de televisão no quarto de crianças, que não mais se interessam em interagir com adultos e outras crianças.

Parte 1: Artistas e Ideólogos

Capítulo 1 – O Dom da Linguagem
Durante seus vários anos como médico, Dalrymple conviveu com tipos distintos de pessoas. Observou que, em sua época como médico penitenciário, a linguagem era uma característica importante na categorização de pessoas neste ambiente. Percebeu que os presos que não sabiam se comunicar direito tinham muita dificuldade de garantir a assistência social para seus parentes. É de conhecimento dos neurologistas que a linguagem está “programada” para se desenvolver nos primeiros anos, de tal forma que, para alguns intelectuais, ela é uma característica natural, então não existiria uma forma melhor ou pior de se comunicar. Esta tese é defendida no livro “O Instinto da Linguagem” de Steven Pinker. Para ele a linguagem, se desenvolvendo naturalmente, é o que realmente importa, e não todos os detalhes gramaticais que acabam criando “castas” sociais e diminuindo a autoestima das pessoas. O que passa despercebido para Pinker é que existem ideias mais complexas que dificilmente seriam possíveis de ser expostas em linguagens de “gueto” ou tribais. Seu argumento também não leva em conta que a comunicação é desenvolvida com base na imitação, afinal, é de se esperar que filhos de pais chineses falem em chinês. Em sua experiência de vida, Dalrymple reparou que os indivíduos que não conseguiam se expressar direito limitavam seu nível intelectual, pois não conseguiam esboçar o que pensavam, além de deixar essas pessoas reclusas em suas comunidades de baixo nível intelectual, onde pelo menos se fariam entendidos. A falta de uma educação de qualidade, que usa a correção como processo didático se mostrou fundamental na existência desse problema. Quando uma faculdade humana não é usada para o bem, normalmente é usada para o mal, ele demonstra isso no exemplo de uma garota que, por não conseguir se comunicar bem com as pessoas, acabou se tornando mãe precocemente, de um bebê que não precisava de comunicação para amá-la e necessitar dela.

Capítulo 2 – O que torna grande o doutor Johnson
Samuel Johnson foi para o Dalrymple, um dos grandes autores da história inglesa. Na sua área foi tão grande quanto Shakespeare, por mais que não seja conhecido mundialmente, e mesmo na Inglaterra está se tornando um desses autores que todos sabem que é bom, mas que só são lidos quando há alguma obrigação (como Machado de Assis no Brasil, por exemplo). Foi um biógrafo tão bom que sua obra se tornou maior que o biografado. Ele era um homem que entendia a limitação humana e sabia que fazia parte dos limitados. Foi íntegro em todas as passagens que lhe são atribuídas. Alguns de seus trechos são memoráveis como aquele que ele cita, poeticamente, que a necessidade do auto exame honesto para evitarmos o sofrimento evitável dificilmente poderia ser expressa com mais eloquência. Era conservador mas não reacionário, aceitava bem as evoluções científicas, mas tinha um pé atrás com comportamentos que não passaram pelo crivo do tempo. Quando comparamos sua obra com um de seus eminentes contemporâneos, Voltaire, percebemos que Johnson era muito mais “humano” em suas análises, principalmente no Terremoto de Lisboa, catástrofe de 1775. Diferente de Voltaire, ele não acreditava que vivíamos no melhor mundo possível, tentando entender o motivo de crianças terem sido mortas neste evento. Uma das suas maiores obras foi “Rasselas” que conta a história de um princípio em procura de sabedoria, e nas suas desventuras se depara com a dimensão trágica da vida. Em sua conversa com um filósofo sábio no Cairo, o príncipe descobre que, mesmo que este filósofo saiba muito sobre a vida e a realidade, quando cita que o que realmente importa são as coisas trabalhosas e virtuosas, a busca por desejos normalmente se torna um círculo vicioso. Quando este mesmo filósofo perde sua única filha, cita que a racionalidade não irá ajudá-lo a superar a perda. Rasselas em discussão com sua irmã nota que existem buscas que são impossíveis de se obter ao mesmo tempo. Quando discutem os pontos positivos e negativos do casamento precoce ou tardio, percebe que é impossível separar só o que tem de bom nos dois. “É impossível tomar a água das duas margens do rio Nilo ao mesmo tempo”. Uma frase que resume o efeito de Samuel Johnson em seus leitores é: “Poucos deram atenção mais rigorosa a introspecção do que o doutor Johnson, que a tratou não como forma de autocomplacência, e sim como algo necessário ao aprimoramento moral e ao entendimento da natureza humana. “Todos conheceríamos nosso estado”, afirma alhures, “se fossemos induzidos a examiná-lo”. É objetivo do doutor Johnson fazer-nos voltar a nós mesmo, e talvez isso explique por que lê-lo é uma experiência desconcertante.

Capítulo 3 – Verdade versus Teoria
É conhecida a ideia de que Shakespeare na verdade, não existiu como indivíduo, era sim um pseudônimo de outros grandes autores da época como Francis Bacon, por exemplo. Alguns indícios para isso era sua vida levemente devassa e suas aptidões não usuais para um escritor, como teoria de investimentos. Outra justificativa é que não era um acadêmico (um argumento que à visão de muitos é mais um indício da real existência de Shakespeare). Mas um dos maiores era o fato de que Shakespeare por vezes citava passagens médicas contemporâneas da época. Seu cunhado era médico, então deste fato surgem muitas teorias. Como médico seu cunhado era limitado, seguia as linhas médicas normais e falhas da época. Estas eram de conhecimento público, de tal forma que Shakespeare as usava, da mesma forma que um escritor normal hoje em dia usaria dados sobre microbiologia. Tentar reduzir Shakespeare a um pseudônimo só mostra o quão protecionista é a visão da academia.

Capítulo 4 – Um bebedor do Infinito
Arthur Koestler é um importante autor húngaro do século XX, porém por vezes é reduzido a um estuprador. Em algumas obras suas, que aparentemente são alusões a ele mesmo, ele realmente cita passagens de sexo não consentido, um dos trechos chama atenção: “A questão é que, se você agride uma mulher por tempo suficiente, deixando-a irritada e exausta, ela acaba por perceber que são inúteis toda aquela resistência e todos aqueles pontapés, que tudo é muito barulho por nada, […] você provavelmente está se achando um sedutor irresistível, quando na verdade tudo o que fez foi levá-la àquele ponto em que ela diz: “Bem, por que não?”. Por muito tempo esse autor foi comunista, chegando a citar em suas obras que Alemanha e URSS eram “apenas os precursores da era pós-individualista e pós-liberal” como se o socialismo fosse uma consequência óbvia do passar da história. Por mais que tenha tido obras importantes, no fim de sua vida sua reputação já estava manchada, independentemente das acusações de estupro. Se tornou datado para a intelligentsia da época, e acabou sua vida com preocupações estranhas como misticismo e parapsicologia, finalizando por completo sua vida, de forma impopular, suicidando-se com sua mulher 20 anos mais nova. Reduzi-lo a essas situações é raso, afinal de contas ele foi um homem com uma vida recheada de histórias: se filiou ao partido russo por ter pais judeus, foi viver na França e escreveu muitas obras. Uma de suas obras famosas foi “O Deus que fracassou” que conta como mudou sua mentalidade para o anticomunismo, junto com outros autores. Outro livro importante foi “Diálogo com a Morte”, onde conta histórias que escutou no corredor da morte quando foi preso, percebia a limitação da ideologia na mente do ser humano quando este se depara com a morte. Citava também que ao estar de cara com a morte, se sentia mais livre, mais humano, que era a experiência de liberdade mais plena que um homem pode ter. “É precisamente por sua vida e obra exemplificar tão bem os dilemas existenciais de nossa época que Koestler é fascinante, injustamente negligenciado e muitas vezes reduzido a um psicopata sexual. A razão é escrava das paixões, e ele era um homem muito apaixonado.

Capítulo 5 – Ibsen e seus descontentamentos
Este é um autor extremamente contemporâneo, mesmo tendo escrito no fim do século XIX. De todo esse capítulo o que chama mais atenção é um trecho que não trata de Ibsen, e sim de Johnson: “Johnson via a existência humana como algo que não pode ser dissociado do desgosto. É da natureza do homem padecer simultaneamente de desejos incompatíveis – do desejo da tranquilidade e da excitação, por exemplo. Quando tem um anseia pelo outro, de modo que o contentamento raramente é puro e jamais é duradouro. Para a maioria das pessoas, porém, é mais reconfortante acreditar na perfectibilidade do que na imperfectibilidade – um exemplo daquilo que o doutor Johnson chamou de triunfo da esperança sobre a experiência. A noção de imperfectibilidade não somente apazigua as angústias existenciais mas também nos impõe, ao eliminar soluções simples para todos os problemas humanos, existências intelectuais muito mais duras que a utopia.”

Capítulo 6 – Os fantasmas que assombram Dresden
Os alemães ainda se sentem muito mal pelos ocorridos contra os Nazistas na Segunda Guerra Mundial (2WW), por mais que toda a geração viva não tenha feito nenhuma ação na Guerra. Toda questão de orgulho é um tabu para os alemães, como se nada feito antes ou depois de Hitler tivesse tido algum valor para eles. Claro que esse medo está relacionado com a visão que podem ter deles de nazistas. Dresden é um contraexemplo na hora que dizem que a Alemanha foi unicamente uma vila na 2WW. Essa cidade, antes um polo, foi então destruída pelos ingleses, tendo toda sua arquitetura barroca aniquilada. Depois da separação da Alemanha, esta cidade ficou com a URSS, que a transformou numa gulag, com arquitetura ridícula e toda aquele estado policial soviético que conhecemos. Mesmo assim nenhum alemão se coloca como possível vítima, com medo das “represálias sociais”. Por mais que Hitler nunca tenha ganhado uma eleição democrática e não se tenha dado nenhum sobre a aprovação do povo alemão ao regimes nazistas, estes descendentes ainda se martirizam pelos problemas do passado.

Capítulo 7 – O que os neo ateus não percebem
A intelligentsia hoje é em parte formada por neo ateus, pessoas que em geral desprezam tudo que envolva religião e reduzem toda a existência humana a evolução das espécies. Esquece que as pessoas precisam de buscas transcendentais para ter algum sentido em sua vida, e isso é uma atitude observada até mesmo em neo ateus, pois, a afirmação de que a evolução das espécies é menos metafísica que a criação é no mínimo discutível. Em geral, os livros neo ateus têm argumentos tão fracos quanto qualquer garoto de 9 anos possa fazer para seus respectivos pastores. Para Dennet, um autor ateísta, a existência da religião tem motivações evolutivas, e por isso não pode ser levada a sério. Essa afirmação poderia ter sido feita por qualquer teoria atual pois, foi necessário uma grande memética para que fossem vistas como certas. Dawkins usa uma linguagem bem infantil em alguns trechos de seus livros, quando ele cita que um dos mandamentos (Conceito religioso) dos ateus é “questionar tudo”, esquece que se levado ao pé da letra, perde-se o sentido do direito abstrato de questionar tudo com o real exercício desse direito em todas as ocasiões possíveis. Em geral seus argumentos são bem marxistas, como em Harris, quando cita: “devemos abrir caminho para uma época em que a fé sem evidências desonre todo aquele que a defenda. Dado o estado atual do mundo, parece não haver outro futuro digno de ser desejado”. Na melhor das hipóteses isso seria uma proposta legislativa, na pior, uma inevitabilidade história marxista. Em geral esses autores dizem que qualquer coisa que envolva religião fica “pior”, neste ponto esquecem que grandes obras da humanidade foram feitas em função da religião. Se a religião gerou violência, o mesmo poderia ser dito pelos estados ateus, ou mesmo pela tecnologia que criou aviões, armas, etc. Quando comparamos essas obras com um autor religioso um tanto desconhecido como Joseph Hall, percebemos em alguns trechos que este último é muito mais humano que seus contemporâneos neo ateus. Quando escreve sobre Ezequias, descreve com humanidade uma situação dívida, perguntando-se se os problemas que ocorreram com ele foi porque este ficou “inflado pela glória recebida” ou não “grato o suficiente”, situações corriqueiras na existência humana. Descreve muito bem em Characters of Virtues and Vices o que um homem precisa para ser feliz. Em como as pessoas, ao criticar alguém, se reduzem a moscas que voam e vivem em função da carne mais podre de um cavalo. Em “A prostituta na Carruagem” descreve com perfeição a hipocrisia de quem a maltrata e mostra como um ser humano deve agir: “[…] Que os outros rejubilem nessas execuções públicas; a mim caiba ter piedade dos pecados alheios e humilhar-me sob a consciência dos meus”.

Capítulo 8 – O casamento da razão e do pesadelo
Na atual Inglaterra a prosperidade financeira é reinante, mas nem por isso as pessoas são mais felizes, mais éticas ou mais comprometidas com a própria vida. Um autor que conseguiu capturar bem essa sensação foi J.B. Ballard. Na sua obra “O Império do Sol”, uma autobiografia, conta a história de um garoto rico com muitos criados, morando em Xangai. Este, naturalmente por imitação, tratava seus criados como se fossem objetos animados que estavam ali para servi-los. Quando a frota japonesa derrotou e capturou navios ocidentais na 2WW, este garoto sofreu violência de alguns dos seus criados, como um reflexo do ressentimento de adultos que são ordenados por crianças. Sua situação só ia piorando no decorrer da guerra, então pela primeira vez na vida saiu de sua bolha de segurança e foi capaz de observar, além de todas as dificuldades que a pobreza lhe permite conhecer, de acordo com o autor: “que a conduta civilizada não passa de um verniz que as dificuldades fazem descansar, que pessoas de destaque podem se tornar insignificantes em novas circunstâncias, que o orgulho da raça, da nação e do próprio prestígio não oferece proteção contra a desmoralização ,e que a crueldade é comum, e o autossacrifício raro. Em suma, ele descobre que tudo o que supunha acerca do mundo estava errado”. Este autor sempre teve uma via de “profeta”, em obras como “O Mundo Submerso” adiantou que um dos problemas do futuro seria o aquecimento das calotas polares. Mas é em Arranha-céu, Terroristas do Milênio e O Reino do Amanhã que ele faz previsões de como seria a personalidade das pessoas no futuro. Tendo em vista o mundo de facilidades que a prosperidade impôs, criou pessoas que buscavam se comportar como proletariado nos momentos de excitação (cuspindo, xingando etc) sem perder as bonanças financeiras e também começavam a manifestar pelos motivos mais quixotescos possíveis.

Parte 2 – Política e Cultura

Capítulo 9 – Os caminhos da servidão
Certas pessoas que viveram no período da 2WW, ao serem perguntadas sobre como era sua vida na época, citam que esta foi o melhor de seus períodos. Isso pode estar associado ao senso de unidade e objetivo que existia naquela época, condição que não existe mais, na Inglaterra, por muitos motivos: estado de bem-estar social, perda de valores tradicionais, etc. Logo após a 2WW, devido ao crescimento econômico, algumas propostas coletivistas foram feitas. Algumas pessoas achavam que a economia devia ser planificada pois o homem estava criando um total controle das situações a partir da tecnologia, queriam o análogo na economia, Hayek percebeu que a moral das pessoas mudavam quando o estado dava propostas de controle de salário independente do trabalho da pessoa ter repercussão alta ou baixa na economia. Estas políticas não foram plenamente sovietizadas, mas permitiram a existência do estado de bem-estar social, e teve por conclusão a uniformidade como consequência da falta de valores, objetivos e senso de ironia. Talvez a o efeito mais duro (porém mais confortável) para a sociedade foi a falta de independência. Graças aos benesses que o estado pode fornecer para algumas pessoas conseguirem se manter vivas e habitadas, muitas pessoas perderam o estímulo de trabalhar, se tornando por opção própria, escravas do estado. Isso vai ao encontro do que Max Weber escreveu em seu livro “Espírito do Capitalismo” ao notar que as pessoas, quando podem escolher ganhar mais trabalhando a mesma quantidade de tempo que trabalham ou continuar ganhando o que já ganham trabalhando menos, escolhem a segunda opção. Esta visão se encaixou muito bem aqueles que previamente consideravam os empresários como vilões que só usavam a força de trabalho para enriquecer, afinal de contas podemos ver que essa é uma situação política pré-comunismo. Uma das consequências do Partido dos Trabalhadores tomar conta do governo depois da 2WW foi, por sinal, a estatização de “setores estratégicos da economia”. Para o autor: “As pessoas perdem “a tradição da […] liberdade, tornando-se assaz inclinadas a aceitar [sua condição servil] em virtude dos benefícios que ela confere”. Por consequência o estado se tornou uma espécie de deus que a todos cuida, e os que dele dependem se tornaram passivos, devido as lamúrias ou até mesmo, nas camadas mais baixas da sociedade, por um ressentimento rabugento, motivado pela sensação de que o suficiente ainda não foi nem está sendo feito em favor deles.

Capítulo 10 – Como não agir
O sistema educacional e político na Inglaterra está tão corrompido que por vezes parece ser um sistema organizado. O autor discorre sobre os motivos dessa “conspiração”. Análise começa com uma obra que trata da burocracia da polícia inglesa. Enquanto crimes realmente problemáticos ocorrem, a Scotland Yard se preocupa com diversidade e burocracias. Sendo a efetividade da polícia contabilizada por casos “resolvidos”, quanto mais burocracia colocar para as pessoas fazerem sua denúncia e continuar em um eventual julgamento, mais fácil fica desses mesmos indivíduos desistirem da situação, cancelarem a denúncia e assim ela contabilizará como “concluída”. Enquanto pessoas morrem e são assaltadas, a polícia se preocupa em excesso com “antirracismo”. Processo semelhante ocorre no sistema educação. Mais de 5 mil libras são gastas anualmente pelo estado em cada aluno do sistema público, e mesmo assim boa parte dos alunos sai completamente analfabetos dos seus 11 anos de vida escolar obrigatória. Os professores não podem mais corrigir os alunos, isso diminuiria a autoestima dos mesmos. Também não podem nivelar a turma por cima, pois isso seria uma exclusão com os alunos mais fracos. Ou seja, os alunos maus controlam as aulas, e os bons são corrompidos pois o conteúdo é muito simples. Ao mesmo tempo que esses problemas educacionais surgem, cargos novos são criados, como psicólogos educacionais, com o intuito de corrigir o “problema psicológico” que essa nova forma de ensinar está causando. De alguma forma o governo está criando cargos inúteis para corrigir a própria inutilidade da sua estrutura. Fracassos assim, por mais que numa primeira vista aparentam ser negativos para a popularidade do governo, não o são, pois é justamente com uma população imbecilizada que se torna mais simples controlar os votos. Um exemplo disso é o ocorrido na Tanzânia, um país muito pobre, com um governo a 25 anos no poder. Controlar a população da Tanzânia foi fácil, pois pequenos serviços feitos em momentos estratégicas a uma comunidade pobre faz obter votos fáceis. Na Inglaterra a ação é voltada a dependência do indivíduo pelo estado e o medo de seus benefícios serem cortados caso o partido saia do poder.

Capítulo 11 – Uma obra-prima profética e violenta
Laranja Mecânica é uma daquelas obras que de tão impressionante, acaba sendo replicada na vida real, casos de violência “bizarra” ocorreram depois da publicação do filme. Consequentemente o autor da história, Burges, não gostou que sua obra fosse mais conhecida pelo filme do que pelo livro. Esta história se passa na narração de Alex, um jovem de 15 anos extremamente violento que, depois de um assassinato, passa por um processo para moldar seus pensamentos e assim para de cometer crimes. Esta história tem dois finais, na versão inglesa Alex muda seu comportamento naturalmente, este final feliz não está na versão americana do livro nem no filme. Muitos os exageros de Burgess em seu livro acabaram por se tornar realidades cotidianas na Inglaterra, isso talvez se deva ao fato dele ser um professor infantil, do cerne da sua profissão sabia que, devido às mudanças educacionais da Inglaterra um efeito catastrófico surgiria. Da mesma forma que os adolescentes e bandidos, os jovens violentos no livro criaram uma linguagem própria, o que mostra a necessidade de uma comunicação única em quem promove esse tipo de mal. Essa violência acaba por intimidar os mais velhos, ao mesmo tempo que coloca os jovens num patamar de superioridade física, que acaba fazendo os mais velhos não saírem nas ruas, permitindo assim o “reinado” da juventude. Outra previsão impressionante é como a sexualidade se tornaria precoce, nos estupros de adolescentes, feito por outro adolescente, e por consequência a compactação de idades devido à infantilidade dos adultos, afinal, se a sexualidade é permitida tão precocemente e ser velho é um problema, comecemos a vida adulta cedo e não evoluiremos a partir de então. Essa imaturidade em relação aos outros se observa também em como a violência, para Alex, só é algo ruim quando voltada a ele, da mesma forma que bandidos em julgamentos no mundo real. Todo o processo de cura induzida do protagonista se deve ao “Método Ludovico”. Este processo é o análogo ao behaviorismo, método que não se mostrou muito útil para entender os meandros da mente humana, afinal, para Skinner, o seu “profeta”, a mente não importava, ela era “apenas ficção explicativa, pensamentos não importavam, só as ações relativas a eles”. Curiosamente Kubrik e Burges acreditavam na bondade intrínseca do ser humano, por mais que suas previsões contradigam essa perspectiva, que realmente está errada.

Capítulo 12 – É ruim assim
Hoje na Inglaterra, crimes pesados são tratados com leveza, e superficialidades tomam tons de seriedade. Dalrymple dá três exemplos disso. Na primeira situação um casal foi agredido gratuitamente por jovens que causaram danos cerebrais no homem do casal. Este ficará afligido pelo resto da vida pelo problema, mas os jovens ficaram apenas 18 meses na prisão, sendo que apenas 9 obrigatoriamente. A vítima acabou tendo uma sentença vitalícia, enquanto os bandidos acabaram por perceber que o estado lhes permite fazer o que quiser sem um julgamento correto. Por fim, o estado agora paga um tratamento para a vítima “perder a raiva” dos bandidos. Estaremos nós precisando do mesmo tratamento por termos raiva desses criminosos? No segundo caso um engenheiro foi espancado por uma gangue de 30 pessoas simplesmente por não aceitar que arruaceiros fizessem confusão na frente de sua casa. Este engenheiro também sofreu dando vitalícios e os jovens uma breve prisão. Ou seja, o estado demonstra que não está minimamente preocupado com a única ação que realmente deveria se preocupar: manter a paz nas ruas para que as pessoas possam fazer suas ações tranquilamente. Neste segundo caso o agressor era de uma família abastada, ou seja, os argumentos normais da esquerda para a violência (pobreza, desigualdade, educação ruim) não servem. No outro lado do espectro da incompetência da polícia, um jovem disse a um policia que seu cavalo era gay. Por este observação estranha o mesmo foi preso por “homofobia”. Este é um reflexo do politicamente correto, pois, caso não fosse uma brincadeira, os presentes no evento não veriam qualquer razão para não prender o jovem. Enquanto isso, cartazes dizendo “degolem os que insultam o islã” são expostos livremente na Inglaterra. Afinal, o multiculturalismo não permite qualquer crítica a outras culturas. Num episódio que ocorreu com a esposa de Dalrymple, a polícia agiu de má-fé, criticando-a por exigir a atuação dos mesmos numa tentativa de incêndio. Esta ação potencialmente assassina não tem tanta força ideológica quanto homofobia, até mesmo porque uma denúncia como essa não ajuda nas estatísticas da polícia por não ser um crime facilmente resolvível. Para concluir, ele critica a proibição de cigarro que foi proposta na Grã-Bretanha, um totalitarismo suave e estável que vem acompanhado de promessas de vantagens e garantias de intenções puras. Essa intromissão do governo que acaba agindo como um pai e faz de conta que não vê os reais problemas das crianças.

Capítulo 13 – Crime Verdadeiro, justiça falsa
O crime na Inglaterra nas últimas décadas é visto como moeda política, ao controlar quando as pessoas podem ou não ser presas, dá ao estado o poder de diminuir a paz e assim moldar o voto da população. Porém, além desse controle, algumas propostas foram postas em prática, uma delas foi a teoria contrária de Fraser, que garantia que quanto menos presos na cadeia, menos crime ocorreria. Porém, com estatísticas moldadas para promover sua teoria, a criminalidade real na Inglaterra só aumentou. Os dispositivos que permitiam um habeas corpus perpétuo não os fez deixar de cometer crime, por exemplo. Outra de suas medidas foi o que os bandidos chamados de LEC’s: quando pegos por um crime e sentenciados, os outros crimes anteriores eram também pagos, ou seja, 10 crimes pelo preço de 1. Um livro que trata de temas interessantes como esse não conseguiu publicação em sessenta editoras na Inglaterra, sem dúvida pela patrulha que ocorre na mídia.

Capítulo 14 – Ilusões da honestidade
Um capítulo que trata do governo de Tony Blair, um homem que tinha um problema de acreditar que era mais honesto do que poderia ser. Fez o mesmo que os pobres no Brasil fazem quando saem da casa de alguém: me desculpe qualquer coisa. Combateu à criminalidade com confusão, dando carta branca para juízes dar a pena que quisesse, o que na verdade diminuiu as penas. Diminui o desemprego aposentando mais pessoas por invalidez. Usou votos de muçulmanos sendo antissemita. Um político asqueroso para um povo que caminha a mesma asquerosidade.

Capítulo 15 – Os terroristas entre nós
O terrorismo é tratado com muito cuidado pela mídia para que aqueles que o fazem não sejam taxados de preconceituosos. Por vezes se esconde o óbvio: que eles são todos muçulmanos. Mesmo em países que o multiculturalismo é totalmente aceito, esses assassinos continuando agindo. Em geral os indivíduos extremistas não são pobres, ou seja, não existe o argumento da pobreza para minimizar sua violência. Um romance chamado Terrorista foi escrito nos Estados Unidos perto da data de um ataque terrorista que não deu certo no Canadá. Este livre tem uma história mal escrita, porém a categorização dos motivos do personagem principal deixar de ser um garoto normal e virar um terrorista são muito mais próximos do que os que a mídia tenta propor. O protagonista é filho de uma mãe solteira, seu pai era árabe. Ele era um bom aluno mas não se socializava bem, entrou para uma mesquita e acabou virando caminheiro, ou seja, uma fuga da sociedade podre que era pregada a ele. Em geral, essas e outras obras mostram que o terrorismo é fruto do ócio, ou ao menos da impaciência. Seus extremistas não se preocupam com qualquer tipo e trabalho conhecido, no livro o protagonista, sendo um bom aluno, preferiu não fazer faculdade. Afinal o caminho certo é tedioso e possivelmente falho, essas duas opções não existe para um assassino terrorista. Abrir mão de uma ideologia pesada também é dolorosa, pois ninguém aceita facilmente que sua ideologia é completamente errada e ultrapassada. Os elementos da cultura que irritam os extremistas muçulmanos são trivialidades, quando comparadas a atitudes realmente más como as de Hitler e Stalin, mas justamente em cima desses pontos eles levantam suas bandeiras, curiosamente pontos que claramente estão associados ao ressentimento, querer, por exemplo, beber e fazer sexo descompromissadamente, sabendo que não podem ou dificilmente poderão ter essas mesmas atitudes secularizadas, promovem todo o seu ódio para os que o fazem.

Capítulo 16 – Homens-bomba
Terroristas se consideram indivíduos “fora da sociedade”, pois está é podre e totalmente contra o que consideram certo, estes não percebem a contradição que vivem, e quando percebem, pode ser fatal. A jihad no islã pode ter dois significados, a primeira é uma guerra interna contra o que há de errado, seus pecados, a segunda é levar essa luta para o externo, alterando a forma como as outras pessoas vivem, no radicalismo é essa segunda vertente que causa os problemas. Estes problemas podem começar quando reparamos que jovens muçulmanos e secularizados são iguais culturalmente, suas buscas de prazer e os conhecimento que chegam aos seus ouvidos são os mesmos, independente de questões econômicas pois também o são iguais. Por vezes os jovens muçulmanos são até mais inclusos na cultura pop, o que os torna mais propensos a violências e “pecados”. Claro, tudo isso sem a participação de suas irmãs muçulmanos, que quando expostas a isso rapidamente são enviadas para seus países de origem, casar com um muçulmano caipira e troglodita. Como todas essas questões religiosas difíceis de serem aceitas pelo povo secularizado tomam conta, eles tentam esconder, assim “isolando” parte do seu ser. Como sua teologia é fraca principalmente num ambiente secularizado, dá espaço pra todo tipo de lixo cultural e ideológico tomar conta de suas mentes e ações. Neste ponto a intelligentsia diz que essa violência. é fruto da desigualdade econômica, e que por sinal os muçulmanos são pobres apenas por ser muçulmanos. Isso é uma falha intelectual pois, boa parte dos médicos na Inglaterra são formados por descendentes de indianos e hindus, que por vezes são confundidos com islâmicos, tem uma condição financeira muito superior. Toda essa fraqueza cultural e mental acaba se tornando uma mistura explosiva, afinal, os mesmos que criticam e se explodem matando os “infiéis” consomem cultural e tecnologia, todo o dinheiro que usam para sua Guerra Santa sai de investimentos ocidentais. Sua secularização destrói a consciência, se sentem culpados por isso, acabam se explodindo para compensar o pecado.

Capítulo 17 – O multiculturalismo começa a perder o brilho
Multiculturalismo é a ideia de que todas as culturas são iguais e podem viver em comunhão, que todas estão “certas”, o que obviamente é um erro, uma breve comparação da atitude dos seculares num estado democrático com governos monárquicos assassinos já é o suficientes, mas continuemos. Um congressista inglês chamado Blumke propôs, de forma meio rude, que os imigrantes aprendessem a falar inglês. Essa é uma proposta não muito inteligente porque a maioria deles fala mesmo, mas o que ele quis dizer, em outras palavras, é que o imigrante deve se moldar a cultura inglesa, e não a Inglaterra se moldar às várias outras culturas não-seculares. Alguns desses imigrantes agem como se estivessem em seus estados rurais e arcaicos ainda, por vezes com atitudes criminosas para a versão secularizada de mundo, o multiculturalismo apoia esse tipo de manifestação, por mais incoerente que isso seja. O governo promove esse tipo de atitude com medidas populistas como colocar em aeroportos placas com as línguas menos faladas do mundo, entre outros exemplos. Quando esse tipo de atitude é feita, automaticamente se menospreza toda a história e tradição da cultura local, que foi a precursora de bonanças a o estado que a tem, no caso a Inglaterra. Esta cultura inglesa de caridade e esforço intelectual foi extremamente bem-vinda para uma série de imigrantes no passado, muitos que a internalizaram melhoraram de vida. Porém percebe-se o declínio dessa tradição na Inglaterra, e por consequência quase que física, o vácuo não pode ser mantido onde há matéria a ser carregada pela pressão do espaço, então o lixo cultural promovido pela mídia toma conta da mente das pessoas, o que acabou por promover desrespeito e violência. No passado, os imigrantes iam a Inglaterra queriam ser britânicos porque essa cultura era forte e humana, agora isso mudou e um dos principais motivo e a educação fraca que é exposta neste país. A situação educação em conjuntura com a vilanização do conservadorismo são uma mistura perfeita à destruição da tradição. Suas consequências negativas (violência., ressentimento, falta de produtividade) não são associadas ao multiculturalismo, da mesma forma como instituições fortes para preservar a paz e a ordem. Porém aqueles que saíram de estados policiais e vão morar na Inglaterra a percebem a benesse que é um estado de direito, sabem que este não cai do céu, é sim fruto de anos de tradição e cultura arraigados no dia a dia das pessoas.

Capítulo 18 – No manicômio
Este capítulo resume como a visão de Foucault e Lagin atrapalharam o tratamento de pacientes com problemas mentais. Os manicômios sempre foram lugares com uma bela arquitetura e paisagem e onde havia um senso de comunidade, algo que se perdeu com o tempo nos países secularizados. Por vezes esses lugares não eram bem vistos pela sociedade, talvez por falhas de alguns de seus servidores. Dentro dessa conjuntura surge Foucault com seu livro “História da Loucura”, que propõe que os manicômios nada mais são que uma relação de poder de pessoas sobre outras pessoas, num contexto de classe social. Este queria uma vida mais “livre”, talvez para suprir seus desejos sexuais estranhos, que o fizeram morrer de AIDS. Para ele era um erro ideológico médicos tratarem os loucos, esqueceu-se que problemas como sífilis e hipertireoidismo são condições físicas que se não tratadas causam loucura. Outro autor também causou problemas ao tratamentos de loucos, este foi Langin, que dizia que a loucura nada mais era que outra forma válida de interpretar o mundo, e que era uma injustiça essa visão ser tolhida pela sociedade, família, etc. Estes intelectuais ganharam força política, o que concatenou na desinstitucionalização dos manicômios. Com esse ocorrido, vários doentes deixam manicômios e começaram a perambular pelas ruas, causando um sem-número de problemas. Num caso muito curioso que autor viveu em sua época de médico de prisão, um desses malucos foi preso por atacar uma mulher na rua, ele claramente tinha problemas mentais, estes o faziam pintar sua cela com fezes. Poderia Lagin dizer que pessoas que fazem esses tipo de atitude tem uma conduta significativa e esclarecida a sua terrível condição social, e de todos os 400 prisioneiros, este, o mais perturbador era o que se comportava de forma mais propícia à situação. Foucault talvez diria qualquer ação que não permitisse esse comportamento era uma forma intolerante de ver a expressão desse louco com suas fezes e a preocupação dos parentes era uma relação de poder “burguesa”. Aprendemos de forma categórica nesse capítulo que é impossível levar a sério esses dois autores (Lagin e Foucault) no tocante a psicologia e claramente os insanos devem ficar num lugar apropriado para que suas loucuras não causem danos aos outros e a si mesmos.

Capítulo 19 – História de uma Assassina
Erros extremos que custam vidas de pessoas acontecem o tempo todo, devem ser punidos, mas por vezes existe uma estrutura tão pesada por trás deles que, mesmo por um momento, sentimos pena dos que o comentem. Segue um exemplo disso vivido pelo autor. Uma garota de 18 anos, após uma briga com sua namorada de 16 a matou. Dalrymple foi convidado para ser júri deste caso e a primeira indagação era se ela merecia prisão perpétua por ser um crime feito conscientemente. Tendo em vista que ninguém mais é responsável pela personalidade que tem, esses crimes serem considerados que ocorreram devido a transtornos de personalidade estão cada vez mais em voga, mesmo tendo em vista que as duas estavam alcoolizadas e drogadas na hora, para o autor não seria o caso. Por sinal essa era uma condição rotineira na vida da assassina, que desde nova fazia uso dessas substâncias, provavelmente para se esquecer de uma vida péssima: irmã de 5 filhos, todos de pais diferentes, tinha relações com seu irmão mais velho desde os 8 anos, na primeira oportunidade que teve, saiu de casa, foi para um orfanato, foi onde conheceu sua namorada, saiu do local e foi morar sozinha, mesmo não trabalhando, graças ao sistema de benesses do estado de bem estar social inglês. Ganhando tudo do estado e sem perspectivas ou limites próprios, vivia uma vida de drogas e álcool, onde as brigas com sua namorada eram o ponto máximo do drama emocional e moral da sua vida. Até ocorrer o assassinato. Ao ser presa conheceu pela primeira vez algum limite, o que a fez refletir sobre a vida e pela primeira vez ser genuinamente grata e feliz. Nas palavras do autor: Por mais manifestamente excepcionais que tenham sido algumas de suas características, esse assassinato se deu num universo social forjado pelos progressistas, um universo cujas realidades, Trata-se de um universo em que inexiste espaço para as crianças e para a infância. Não obstante a crença de que o homem é produto de seu meio, eles se empenharam e criar um ambiente do qual é verdadeiramente difícil fugir, fechando cada avenida e cada fenda ao máximo, eles destruíram a família e toda noção de progresso ou aprimoramento, criaram um mundo em que a única liberdade é a autocomplacência, um mundo do qual – o que é de tudo o mais terrível – a prisão às vezes pode ser uma libertação.

Sam Jr.
Graduado, mestre e doutor em física. Conservador e libertário. Don't tread on me.

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