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Clique aqui para saber o perigo que é um estado gigantesco como o nosso!

Se você está procurando um livro que te apresenta o pensamento da Escola Austríaca de Economia, pode começar pelo “Anatomia do Estado” de M. Rothbard. Aqui ele expõe pontualmente o problema de um estado gigantesco. Algo que vai além da obvia corrupção que atinge a classe política. Este livro mostra como é necessário freiar a empreitada que todo estado tem para tornar-se gigante. Temos no nosso país um exemplo claro de empreitada que deu certo, afinal, gastamos milhões de reais em impostos apenas para manter esse Leviatã em pé. Por que não aprendermos a reduzi-lo agora?

A Anatomia do Estado – M. Rothbard – Resumo

O Que o Estado Não É

Não somos o estado. Não é porque algo foi escolhido pela maioria que isso está certo. Se 70% das pessoas quisesse matar 30% e ganhassem uma eleição democraticamente para isso, não seria certo de toda forma. Estado na verdade se mostra um monopolista da força, que usa esse aparato violento para tirar coercitivamente o dinheiro das pessoas.

O Que o Estado É

Para que os seres vivos consigam viver em harmonia, é necessário que estes não usem de meios violentos para ter o que precisam. Este é o chamado meio econômico, onde as pessoas produzem e trocam seus produtos. O outro método de se conseguir riqueza é com a pilhagem, que só é sustentada a partir da violência.

Nas palavras de Oppenheimer, o estado é “a organização dos meios políticos”. Foi dessa forma lenta e esporádica que os conquistadores bárbaros perceberam que era melhor escravizara e cobrar impostos das tribos dominadas e não simplesmente saqueá-las e matá-las.

Como o Estado se Eterniza

Além do monopólio da força, é necessário para que o estado dure para sempre que esteja entranhado nas pessoas a sua necessidade de existência. Isso explica o porque que os intelectuais e o estado sempre tiveram uma aliança.

Outra forma de se manter é promover a defesa, tanto interna quanto externa. Internamente, defendendo o povo de bandidos, mantém assim o seu monopólio dos assaltos, deixando o bandido privado atrás das grandes. Externamente aumentando o ufanismo das pessoas, usando como esculpa o amor que todos temos pela nossa Terra natal. No passado a guerra entre nações era considerada, pelas massas, apenas como uma luta entre nobres.

Promover a coletividade e não o individuo permite ao estado se manter pois todas as benesses que ele promove são de cunho publico. Aumentar o estado é sempre diminuir o individuo e a individualidade, como dizia Oakeshott.

A inevitabilidade do estado é usada como arma para que sua existência. Seja positivada. Colocar na cabeça das pessoas que era uma “inevitabilidade histórica” ou qualquer outra teoria marxista ou não para a existência. do mesmo é essencial. Também dizer que seus serviços são essenciais e unicamente passiveis de serem executados pelo estado.

A indução a culpa promove o estado pois é nela que os indivíduos e as trocas de ajuda mutua são vistas como egoismo.

Para finalizar, como vivemos em uma época cientificistas o estado usa desse artifício para se promover. Usam-se jargões científicos para “provar” a sua necessidade. Comportamentos que não seriam explicáveis cientificamente por bandidos, como por exemplo uma melhora econômica promovida pelos seus crimes, são utilizados pelo governo com nome de keynesianismo, por exemplo.

Como o Estado Transcende Seus Limites

Os intelectuais sempre tiveram o papel de apoiar o governo e subverter antigos conhecimentos. Um exemplo é a lei natural, que acabou virando absurdos positivistas como “direito ao trabalho”.

Garantir que a expansão do estado é constitucional está sendo a arma mais poderosas dos mesmos. Alguns elementos são necessários para que isso ocorra como, por exemplo, o estado ser o próprio legislador de sua causa. O poder jurídico se tornou um braço do estado, e esperar que ele consiga dessa forma chegar a decisões justas seria “algo milagroso”.

A constituição e um país, que inicialmente seria um documento para limitar a ação do governo, agora dá a ele plenos poderes, pois o regime democrático permite que grandes partidos tenham o monopólio do que será alterado na constituição, deixando assim ao seu bel-prazer as leis do pais.

Assim, alguns indivíduos tentam promover a secessão, um direito natural que permitiria as pessoas não serem submissas a um estado que tenta sempre se expandir. A história mostra que os estados não permitem esse tipo de comportamento (guerras civis brasileiras como a de 32 são exemplos). Assim, as pessoas acabam pensando que imposições como estatizações de impostos de renda são artifícios naturais, esquecendo que há um tempo atrás não era assim.

O Que o Estado Teme

O estado teme deixar de existir isso pode ocorrer por guerra externa ou interna. Isso mostra porque crimes contra o estado, como evasão fiscal por exemplo, são mais energicamente tratados do que crimes ao individuo.

Como os Estados se Relacionamento Entre Si

As guerras anteriores ao surgimento do estado eram marcadas por exércitos de mercenários. Esses lutavam com estratégia, tentando de todas as formas controlar os custos financeiros e de vidas.

Em contrapartida, as guerras promovidas pelo estado não tem nenhuma preocupação com custos, afinal eles tem o motivo perfeito para politicas keynesianas de impressão de mais dinheiro. As vidas não custam nada, pois os homens são coercitivamente obrigado a lutar pelo estado. No âmbito da propriedade privada, independente de uma família ser dona de um território por anos, a partir do momento que o estado perde esse território para um outro estado numa guerra, a família dona das terras há muito tempo não tem qualquer segurança que sua propriedade estará assegurada.

A História Como uma Batalha Entre o Poder Estatal e o Poder Social

Desde a instituição do estado, as pessoas buscam formas de diminuir seu poder, até agora todas foram falhas. Vimos no século XX o surgimento de estados totais como os comunistas e nazistas. Tirar da cabeça das pessoas, talvez com o auxílio de novos intelectuais, que ações que o governo tem como monopólio não são necessariamente atribuídas, ou melhores atribuídas por eles (justiça, segurança, construção civil etc).

Sam Jr.
Graduado, mestre e doutor em física. Conservador e libertário. Don't tread on me.

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