Home / Resumo de Livros / Um livro que mostra o absurdo do pensamento esquerdista: Fatos e Falácias da Economia – Thomas Sowell

Um livro que mostra o absurdo do pensamento esquerdista: Fatos e Falácias da Economia – Thomas Sowell

Fatos e Falácias da Economia de Thomas Sowell é um clássico. Recheado de argumentos contra a estatização da economia, serve para mostrar aquele seu amigo esquerdista uma série de contraexemplos desse método econômico que serviu de desculpa para o assassinato de milhões de seres humanos na URSS, Alemanha e China. A leitura é prática e essencial para quem quer colaborar com as mudanças de ordem política, econômica e moral que o Brasil precisa neste novo governo.

Cap 1 e Cap 2 – Falácia na Habitação e Urbanização

O autor desmente muitas situações padrão no vitimismo relacionado à moradia. Cita que toda vez que o governo tenta regular preços de casas, sendo em aluguel ou compra, os preços na verdade acabam subindo. No caso do aluguel é até mais perigoso pois a lei, só regulando o preço, faz o dono do lugar não cuidar da qualidade. As cidades estão cada vez mais lotadas, porém a área não urbanizada no país mais urbanizado do mundo, EUA, é cerca de 80%. Ou seja as pessoas se aglomeram pelas facilidades de morar perto do trabalho, por exemplo. Sendo assim os governos por sua vez tentam criar transporte público para vencer o trânsito, mas este apresenta uma série de problemas, como por exemplo, baixa qualidade, não parar em vários lugares antes de chegar em casa, entre outros. Assim, as pessoas vão continuar usando carros. Uma frase curiosa reflete muito a opinião de quem critica a urbanização de cidades, que tanto fez pela sociedade, incluindo a zona rural: os resultados não parecem bonitos quando vistos de aviões. É claro que aqueles cuja sensibilidade é ofendida pelo que se vê das janelas de aviões podem fechá-las. Mas, em vez disso, alguns preferem perturbar as vidas de milhões de pessoas que estão no chão.

Cap 3 – Fatos e Falácias Masculinos e Femininos

Reduzir a diferença de salário entre homens e mulheres por um problema de descriminação é um erro. Questões como força física e quantidade de tempo de trabalho são extremamente relevantes nessa análise. Por mais que isso seja verdade, em alguns locais, como o Japão e os EUA, as mulheres são maioria no mercado de trabalho. Diminuição das ocupações de nível superior e profissional: no começo do século XX as mulheres estavam em cargos que necessitam de muito estudo e esforço do que no meio do século, isso se deve aos padrões femininos de casamento e de concepção de filhos. À medida que a idade das mulheres na ocasião do casamento começou a diminuir, sua representatividade em ocupações de alto nível e entre recebedoras de títulos de pós-graduação também diminuiu. Aumento do ensino superior e das atividades profissionais: essa análise numérica demonstrou que o que realmente age na mente do empregador não é o preconceito mas sim as opções de carreira. Economia: O autor cita que existem muitas variáveis que, mesmo em situações em que homens e mulheres de mesmo cargo recebem menos, se deve ao fato que mulheres normalmente trabalham meio período e isso diminuiu o valor da hora de trabalho, elas ficam menos focadas no trabalho porque optam por ter filhos durante o período de trabalho de suas vidas, se especializam menos e por aí vai. Quando as mulheres passam da idade de ter filhos elas apresentam salários mais altos que os homens no mesmo período. Ter ficado solteira ou estar num período da vida onde não precisa mais se preocupar com o cuidado com filhos não é uma evidência de que os salários têm que ser iguais porque durante todo o tempo essas mulheres não se esforçaram tanto no seus empregos quanto os homens. O autor conclui que é impossível analisar a discrepância de salário entre homens e mulheres apenas com estatísticas rasas, há um sem-número de motivos para a diferença dos valores. Incluindo a falta de determinação das mulheres, que se escondem por vezes atrás dos casamentos e escolhas dos outros para sua atitude passiva em relação à carreira. E também a determinação de apoiarem a carreira de seus maridos, trocando ou saindo da vida econômica para acompanhá-los. Sylvia Ann Hewlett entrevistou mais de 2 mil mulheres e mais de seiscentos homens. Suas conclusões são as seguintes:

Aproximadamente 37% das mulheres fazem um desvio em algum ponto nas suas carreiras, o que significa que largam seus empregos — mas apenas por 2,2 anos, em média. Várias outras tomam rotas pitorescas durante um tempo — intencionalmente deixando de completar suas tarefas. Por exemplo, 36% das mulheres altamente qualificadas buscaram empregos em meio período durante algum tempo, enquanto outras recusaram promoções ou deliberadamente escolheram empregos que exigissem menos responsabilidades.

Cap 4 – Fatos e Falácias Educação

O autor argumenta que nos EUA as faculdades recebem muita verba do Estado, mantendo regalias para os professores, o que não acontece em nenhuma outra empresa. Essas regalias não necessariamente aumentam a qualidade do ensino, por sinal provavelmente diminuem pois esses professores acabam dando poucas aulas, tem o seu tempo todo dedicado à pesquisa, mas não estão produzindo mais e melhor que professores de outras instituições. A cobrança dessas faculdades só aumentou com o passar do tempo, muito longe da inflação e novamente não acarretou numa melhora do ensino. Essa verba extra que as faculdades recebem, em sua maior parte do governo, promoveram por muito tempo problemas raciais, as faculdades foram um dos últimos recintos que fizeram contratação de negros nos EUA.

Cap 5 – Fatos e Falácias Relacionados a Renda

Argumenta-se que CEO’s ganham mais do que devem, por mais que, suas escolhas sejam responsáveis por lucros ou dívidas bilionários. A intelligentsia nada diz sobre atletas ou atores que ganham o mesmo, sem o mesmo risco. Em geral também se diz que a renda está diminuindo e que a classe média está desaparecendo, porém, ignora-se que benefícios impostos pelo Estado como seguro-desemprego e aposentadoria são dados, e também que, na verdade, tendo o lucro geral aumentado, a classe média não pode se manter num valor fixo de renda, então, a renda sobe e as pessoas saem da classe que era média para uma nova média, que o governo não usa em suas estatísticas, erroneamente então implicando numa nova classe pobre, que na verdade só existe estatisticamente. Confunde-se economia com moralidade quando se diz que pessoas devem ganhar o mesmo, porém, para a produção e expansão econômica, independe-se das qualidades ou conhecimento individual de alguém, provavelmente ninguém é mil vezes mais inteligente que outra pessoa, mas suas escolhas e atitudes podem fazer uma empresa ganhar mil vezes mais do que escolhas e atitudes de outros indivíduos, e é com isso que o mercado está preocupado na hora de definir seus líderes. Mais imorais são os indivíduos que, no alto da sua intelectualidade, se acham mais aptos a escolher no que uma pessoa deve ou não gastar seu dinheiro.

Cap 6 – Fatos e Falácias Raciais

A questão racial por vezes reduz os problemas econômicos de determinadas raças à questões históricas, as envolvendo porém, como frutos. A primeira questão levantada está associada a idade desses grupos raciais. Os negros americanos tem uma média de idade 5 anos mais jovem que os brancos. Esta média é ainda menor em ascendentes do Camboja e Hmong. Estes dois últimos grupos tem economias ainda mais fracas que a dos negros. Os americanos de origem asiática, por sua vez, tem uma média de idade maior, e realmente são economicamente mais ricos que os de origem europeia. Uma pergunta feita pelo autor define o espírito do capítulo: “Que razão haveria para esperar que esses grupos fossem iguais?”. Ele baseia sua indagação no fato de que esses grupos tem uma série de diferenças, envolvendo idades, geografia, nível de educação, estrutura familiar, etc. A segregação é um importante elemento na discussão. Tendo em vista que judeus sofreram tanta ou mais segregações, tanto em períodos mais antigos, quanto no começo do século XX, termos observado a forte economia de seu grupo, quebra alguns argumentos históricos associando preconceito à pobreza. O autor também discute, baseado em estatísticas, que foi a guerra a pobreza, e não as ações afirmativas que realmente tiraram parte de famílias miseráveis da pobreza. A escravidão é discutida, levando em conta que esta foi uma atividade presente em toda a história e envolveu quase todos os grandes grupos (europeus escravizaram africanos e vice-versa, europeus escravizaram europeus, africanos os africanos, asiáticos, índios americanos os próprios etc), e que o número de escravos europeus tidos pelos africanos era um número muito superior aos africanos enviados aos EUA, essa falácia não se sustenta. Padrões de comportamento familiares tem muito mais impacto na economia da família do que a cor de pele. Estudos mostram que a quantidade de famílias negras sem pai nos EUA são justamente aquelas que estão nos 20% mais pobres da população americana. Cultura associada ao local onde a maior parte de uma determinada raça está, também é uma variável. A maioria dos negros americanos moram na região Sul dos EUA, um lugar que nunca foi economicamente ativo. Normalmente, se associam grandes ganhos de uma minoria à revoltas sociais, mas isso se mostrou errôneo nos EUA. Justamente nos lugares onde aconteceu a maioria dos levantes, as famílias negras estavam e permaneceram na pobreza, diferente de lugares onde ocorria menos violência. O argumento de discriminação no trabalho também é explorado, e mostra-se falho pois, entre vários argumentos, foi observado que homens negros ganhavam 9% a mais do que homens brancos com a mesma educação. A discriminação ao consumidor também é levada por terra, pois, se as comunidades onde a maioria dos negros americanos mora não é muito desenvolvida, isso se deve aos custos associados a essas localizações, principalmente associadas à violência. E, para finalizar, na discriminação associada ao empréstimo, ela está atrelada à quantidade de “calotes” dados, e isso não é unicamente a população negra, mas aos pobres como um todo: os juros são maiores pois o risco é maior.

Cap 7 – Fatos e Falácias do Terceiro Mundo

Normalmente o argumento mais utilizado para explicar a pobreza em países de terceiro mundo é a exploração das nações mais ricas. Estas usam da força e mão de obra dos países mais pobres, os pagando o suficiente para que possam continuar trabalhando. Neste capítulo percebemos que este não é um argumento válido, que existem inúmeras incógnitas nessa equação que normalmente não são consideradas. A primeira delas é a geografia. Pode parecer estranho, mas observou-se na história da humanidade que lugares montanhosos normalmente eram culturalmente isolados, tendo em vista a dificuldade de locomoção. Os mesmos não faziam contato com rios que ligavam grandes civilizações, não permitindo um comércio ativo. Vegetações diferentes, a falta de tecnologias como bois ou cavalos são algumas das variáveis que atrasaram boa parte dos povos pobres em determinadas épocas. Alguns desses países tem minérios caros ou petróleo, mas de nada adianta se não houvesse a tecnologia criada por países mais ricos para explorar essas riquezas naturais. A história também é uma variável importante. Por vezes quando pensamos em países de terceiro mundo, os imaginamos como os mesmos no decorrer da história, mas isso não poderia estar mais longe da verdade. O Japão é um dos grandes produtores de tecnologia e uma das maiores economias do mundo na atualidade, porém, era um dos países mais pobres do mundo depois da Segunda Guerra Mundial, diferentemente da Argentina, que no começo do século XX estava entre as dez nações mais ricas do mundo. Enquanto o Japão continuou investindo na formação de conhecimento tecnológico e economia aberta, a Argentina, na liderança de Peron, teve um retrocesso econômico devido à estatização da economia. Outros são os exemplos como Índia e China. Também vale ressaltar que mesmo existindo uma diferença econômica entre os países, a pobreza total diminuiu, muito em função das tecnologias criadas por países com economia forte. Existe um vínculo entre uma economia forte e a idade média da população, percebe-se que países como Japão e Alemanha tem uma população envelhecida. Países com instituições fracas também não conseguem expandir sua economia. Seus problemas envolvendo burocracia e corrupção associadas a Estados pesados não chamam a atenção de investidores externos, que por vezes são a alavanca que leva os países à riqueza, como o que aconteceu nos EUA, por exemplo. Voltemos ao argumento mais utilizado pelos intelectuais, a exploração. Esta tese nasce com contornos estatizantes em “Imperialismo”, um livro do intelectual de segunda e assassino líder da URSS V.I Lenin. Neste livro, uma estatística mal feita por Lenin argumenta que os países mais ricos (Inglaterra, Alemanha e França) investiram em regiões mais pobres do planeta com o intuito de promover a exploração. Resumidamente, isso simplesmente não aconteceu como ele escreve. O país para onde foi a maior parte dos investimentos era os EUA, que já era uma nação forte e rica. O que promoveu um rendimento mais rápido e alto para os países investidores. Auxílios de nações mais ricas por vezes são usados como moeda política pelos políticos dos dois países envolvidos, no mais rico o gerente é tido como uma boa pessoa, e no mais pobre esse dinheiro é utilizado para manter um governo ruim e corrupto, que por sinal fez o país chegar a uma posição de precisar de ajuda externa. Nas palavras de Sowell: “Como todos os países já foram pelo menos tão pobres quanto os do Terceiro Mundo são atualmente, o que precisa ser explicado não é a pobreza, mas a criação da riqueza — e as coisas que aumentam ou diminuem a capacidade de gerar riqueza”.

Sam Jr.
Graduado, mestre e doutor em física. Conservador e libertário. Don't tread on me.

Para mais resumos acesse o blog: http://bit.ly/RESUMINHOS
Acesse também o canal no Youtube para a versão em áudio: http://bit.ly/resumodelivrosyt