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Entendendo na prática porque BANDIDO nunca tem culpa para um esquerdista: A Faca Entrou – Theodore Dalrymple

Theodore Dalrymple é o pseudônimo de Anthony Daniels, um médico inglês que trabalhou por muitos anos em presídios. Ele também visitou muitos países comunistas na época em que o mundo descobria as desgraças que aconteciam nesses lugares. Neste livro, Dalrymple mostra que o pensamento que hoje toma conta de toda Inglaterra,  tirou das pessoas o conceito de culpa. Hoje, quando algum bandido comete crimes, diz absurdos como “a vaca entrou” ou “a bebida me fez fazer isso”. Colocando a culpa em outros, diminui-se a própria culpa, não se cresce como pessoa. O governo e grupos esquerdistas corroboram esse comportamento com suas ideologias comunistas. A consequencia é o aumento de violência, de comportamentos viciosos como filhos fora do casamento e a necessidade de uso do estado de bem-estar social. Uma leitura sensacional para aqueles que querem ver na prática o que ocorre quando o progressismo toma conta de um país.

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A Faca Entrou – Theodore Dalrymple – Resumo

Introdução: Em geral assassinos matam por motivos banais, como dinheiro por exemplo. Tendo esses indivíduos uma vida imbecilizada, porventura o assassinato é a única “contribuição” que deram a sociedade, mas nem por isso é certo definir alguém por uma atitude tomada, geralmente num momento de estresse. Quando assassinatos ocorrem, normalmente esses indivíduos dizem frases como “a faca entrou”, “a cerveja despirocou”, ou outros tipos de sentenças que servem para “minimizar” seu ato e reduzir sua responsabilidade. O livro trata desses assassinatos por motivos banais, que não são um fenômeno atual, desde os textos de Shakespeare nos confrontamos com esse tipo de situação.

Capítulo 1 – O declínio do assassinato moderno

Por mais que existam assassinos que se é possível nutrir alguma simpatia, em certos casos isso fica impossível, como no citado pelo autor em que o indivíduo empalou três crianças por serem barulhentas. Este tratava com violência todos em sua volta, ameaçando-os de morte. A moralidade para indivíduos como esse tem apenas um significado teórico. Uma questão filosófica é levantada quando nos deparamos com os estudos de Simon Baron-Cohen, que sugeriu que homens maus devem ter algum déficit neurológico. Sendo assim surge a questão: Pessoas más, podem ter exames cerebrais do tipo X; mas isso significa que pessoas com exames cerebrais do tipo X são más? Dalrymple conta dois casos em que foi júri de julgamentos de assassinos, no primeiro foram convidados professores eminentes de toxicologia e psicologia. Um deles afirmou para o advogado de acusação que o assassino era um psicopata, desse modo não teria toda a responsabilidade do seu crime, ao ser questionado, deu de ombros:

– Qual é a evidência de que ele é um psicopata?

– Seu crime foi de um psicopata.

– E fora o crime?

Sem palavras ele saiu do recinto. Situações como essa mostram que teorias de gabinete normalmente não funcionam na análise de casos reais.

Capítulo 2 – Momento de decisão

Bandidos são tratados como classe de indivíduos nas prisões. O que, por vezes, deixam os próprios com certa dificuldade de se definirem. Um experimento foi feito numa das prisões que Dalrymple trabalhava: um jovem escritor trabalhava junto com alguns bandidos para que os mesmos escrevessem suas biografias. Eles tinham certa facilidade de fazê-lo, contando suas tristes histórias de infância. Porém, quando os mesmos chegavam ao ponto de escrever sobre os seus crimes, eles paravam. Isto acontecia provavelmente porque, pela primeira vez em sua vida, pensavam de forma biográfica, e assim não poderiam mentir para si mesmos sobre seus crimes, as desculpas iam embora. Infelizmente, esse interessante projeto foi pausado por falta de verba, afinal de contas, não existiam provas estatísticas de que isso ajudava na não reincidência de bandidos ao crime. Por vezes, o trabalho dentro de uma penitenciária se reduzia a formulários, baseado neles, os técnicos do presídio se relacionam de formas diferentes com os bandidos. Estes formulários são utilizados nos seus julgamentos. Dalrymple conta duas histórias envolvendo esses formulários, no primeiro caso ele é ouvido de forma educada por juristas e pela família, mas no segundo, um jurista que não gostava dele criou toda uma situação onde a família agia de forma agressiva e com promessas de violência contra ele, independente do seu esforço para cuidar do bandido que se matou. Uma mãe com “sentimentos hidráulicos” sem dúvida é causa maior do suicídio do que um médico esforçado. Nas palavras de Dalrymple, quando alguém age de forma não educada: “alguém pode até mesmo sugerir que, ao usar linguagem chula, ele estava me testando para saber se eu tinha confiança no papel que desempenhava em sua vida. Se não tivesse, seria facilmente manipulado ou intimidado. A falha do legista em controlar a mãe do homem que morrera era um sintoma da decomposição da cultura pública”.

Capítulo 3 – Paus e pedras

Em geral, certos bandidos sentem uma necessidade de manter-se na prisão. Num dos casos, ele cita que um bandido disse que iria assassinar sua namorada, pois a mesma trocou ele por outro rapaz de sua comunidade. A violência arbitrária desses tipos de homem mantém o controle sobre suas mulheres, pois as mesmas não conseguem pensar em mais nada do que em manter a própria vida, assim não conseguem trabalhar, conhecer pessoas, etc. Na prisão, esse tipo de indivíduo não tem as “inseguranças” do lado de fora, os carcereiros mantêm limites sobre suas vidas que, fora da prisão, não existem. Durante todos os seus 30 anos de médico prisional, o autor viu poucas fugas, e todas elas rapidamente foram resolvidas pois os indivíduos se encontraram na mesma localização onde foram presos. No fim do capítulo ele disserta sobre histórias envolvendo viciados em heroína. Drogas são uma espécie de dinheiro na prisão, e a heroína, a mais valiosa delas. O autor descobriu que a abstinência dessa droga não é tão perigosa quanto o senso comum dá a entender, diferentemente da abstinência em álcool. No fim, percebeu que a maioria das situações que os presidiários citavam que sofriam por causa da abstinência, na verdade, eram situações que os mesmos criavam para outros fins, como ir para o hospital e ver a família, fugir da prisão, etc.

Capítulo 4 – Agentes penitenciários

A burocracia dentro dos presídios é apresentada como um dos grandes problemas do sistema penal. Ela começa mostrando que, ao tentar um sistema de prevenção de DST’s com uso de seringas próprias para cada detento, se mostrou impossível qualquer avanço na proposta médica devido a demora de resposta dos órgãos competentes. Este aspecto entra em conflito com as práticas anteriores que, por mais que fossem por vezes nepotistas ou sadistas com os presos, se mostrava mais efetiva em resolver os problemas internos da prisão. A busca por uma menor “formalidade” nas relações dentro da prisão por vezes levavam à situações grosseiras, como o tratamento dos presidiários por nomes próprios, então, novamente os agentes competentes pela burocracia dentro da prisão criaram leis para esse tipo de atitude, controlando, por vezes, desnecessariamente a ordem interna. O autor dá uma pausa para citar que uma das formas de comunicar ideia dentro do presídio era com tatuagens, adorno presente em 90% dos presos ingleses e que por vezes criavam problemas para os mesmos, como violência gratuita e respostas agressivas da polícia à tatuagens que representavam o ódio dos indivíduos pelo sistema prisional. Para completar a análise sobre a burocracia dos presídios, Dalrymple conta a história de um agente que salvou um preso da morte por asfixia. Este carcereiro quase perdeu seu emprego, pois sua ação foi “fora das regras” do presídio. Ou seja, por mais que os carcereiros sejam protecionistas e cometiam seus excessos em segredo, também existem aqueles que cometem atitudes nobres, que são tolhidas por um sistema burocrático que não leva em conta a prática e o dia a dia de quem trabalha com criminosos.

Capítulo 5 – O dinheiro das fraudes

O autor faz um comparativo com as mudanças que ocorrem dentro da prisão. As físicas são claras, hoje ninguém mais faz suas necessidades em patentes e a comida não é mais tão péssima. Outra mudança se deu na forma com que os presos se comunicam. Suas gírias mudam com o passar do tempo, envolvendo elementos da época e por vezes de forma errada, citando remédios ao qual não correspondem ao efeito prático do linguajar. Dalrymple considera que não deve levar seu nível de linguagem ao mesmo que o dos presos, em outras situações ele cita que um motivo é que os mesmos não se sentiriam seguros ao serem tratados por um médico que se “reduz” ao nível deles para agradá-los. Aqui ele cita que muitos dos seus colegas carcereiros mudam o linguajar porque admiravam o modo de vida dos viciados em drogas, mas não tinham coragem para segui-lo, então falar como eles é o mais perto disso que chegariam. Por vezes, os presos usavam as mesmas “psico bobagens” que vemos em consultórios de psiquiatras como “perdi minha cabeça” ou “se ao menos conseguisse ajuda”. O autor não leva muito à sério essas expressões pois, no caso de drogados, estes indivíduos realmente fazem um grande esforço para conseguir se tornarem viciados: correm atrás da droga, perdem o medo de injeções, etc. Dalrymple dá muito valor ao “diálogo interno” de Sócrates e aos “movimentos de sua própria mente” de Johnson para analisar e resolver esses tipos de problemas que assolam a vida dos presos. Para finalizar o capítulo, o autor começa a discorrer sobre os erros de julgamentos no sistema prisional. Ele cita que por vezes são feitos tratados, que servem para reduzir a burocracia de um caso, mas por consequência diminuem ou aumentam a pena de um acusado. O que vai totalmente contra a ideia de um sistema de justiça, pois esses julgamentos não correspondem ao real problema causado pelos indivíduos. Essas situações acabam por gerar uma “situação de janela quebrada” onde alguns presos não se sentem realmente culpados pelo o quê os mantém na prisão, criando raiva e promovendo a injustiça do sistema.

Capítulo 6 – Suicídios

Dalrymple conta a história de alguns suicídios e tentativas do mesmo no período em que foi médico prisional. Em uma das histórias, o suicídio foi realizado por medo do seu companheiro de cela, que o ameaçou de morte no meio da madrugada, para evitar o terror o preso se matou. Em alguns casos, houve ajuda da equipe do presídio, em outros a própria equipe evitou cortando a corda do enforcamento. Alguns têm histórias peculiares, como indivíduos muito religiosos ou adeptos de conspirações como veganismo.

Capítulo 7 – Dr. Não

Alguns presos chamaram a atenção de Dalrymple, este capítulo conta a história de um deles. O autor começa o capítulo citando que, normalmente, presidiários não são pessoas gratas. Eles têm um tratamento médico que poderia ser invejado por qualquer pessoa nas ruas, afinal de contas, suas doenças podem ser tratadas quase que instantaneamente pelo médico prisional. Continua o capítulo contando a história de um preso que foi pego depois de cometer atos de violência em um pub. Este comportamento foi no mínimo estranho, pois o indivíduo que o cometeu nunca havia cometido crimes. Alguns dias antes de o ter cometido, ele começou a se consultar com um médico psiquiatra que o receitou remédios que, ao misturar com bebida alcoólica, causava lapsos de violência. O mesmo só veio a beber por sua mulher tê-lo abandonado recentemente com suas três crianças. Dalrymple citou toda essa situação no relatório e, graças a isso, o indivíduo recebeu uma pena menor. Na visão de Dalrymple ele não deveria ter sido preso. O preso era um homem inteligente que, mesmo tendo nascido na classe pobre, tinha gostos de alta cultura. Quando Dalrymple o questionou sobre o que pensavam dele na prisão, ele disse: “duro, porém justo”. O que o fez mudar um pouco sua atitude perante os presidiários, pois ser duro, para Dalrymple, não era o mesmo que ser firme.

Capítulo 8 – Pauladas Encorajadoras

O autor começa falando sobre o presidiário do capítulo passado. O mesmo, após 3 anos sem beber e prestes a se tornar milionário, parou com as atividades da sua empresa. Questionado sobre isso, falou a Dalrymple que com tanto dinheiro assim se sentiria dono do mundo, e perderia novamente o controle em função da bebida. Continua discorrendo sobre a incoerência que é a frase “pagar a dívida com a sociedade”. Se as relações de justiça se resumissem à transações financeiras, então uma pessoa que previamente se propõe a ficar 30 anos presa pode, ao sair da cadeia, matar uma criança. Essas relações, que caracterizam o homo economicus são por vezes exploradas em julgamentos. Um preso inteligente fez suas maquinações e decidiu não entregar o dinheiro sonegado, ficando assim mais anos na cadeia, mas pelo menos ao sair, seu lucro seria muito maior do que se tivesse entregado esse dinheiro. Após Dalrymple contar as histórias de quando foi preso (devido a governos autoritários) ele cita, ao falar sobre um desses episódios e a forma como citaria-os: “esse tipo de dissociação da experiência imediata era o que ajudava pessoas instruídas a rapidamente encarar a prisão sem muitas dificuldades. Por cento, isso confirmou algo que eu dizia aos pacientes que considerava doentiamente autocentrados: que é mais importante se perder de si mesmo do que se encontrar. O problema desse conselho é que ele não oferece nenhuma orientação sobre como se perder. A condição de não se interessar em nada além de si mesmo é lamentável, conforme Frances Bacon salientou quatro séculos atrás. O ego é um pobre centro para ações de um homem. Lamentar, contudo, não é o mesmo que corrigir.

Capítulo 9 – Regra Quarenta e Cinco

Aqui o autor faz um comparativo em crimes de conteúdo sexual, fala sobre o tipo de indivíduo que o comete e como o ambiente presidiário reage. Começa contando a história de um médico que foi preso por fazer download de fotos eróticas de criança. Ao saber do motivo da prisão, Dalrymple falou que este médico não deveria falar o motivo de sua prisão para ninguém, senão ele teria que ser isolado num local devido a regra Quarenta e Cinco. Uma vez lá, as pessoas da prisão não poderiam atacá-lo, por mais que o crime tenha sido leve, em comparação com uma vasta possibilidade de outros crimes. Um desses violentos foi quando os pais de duas meninas vendiam vídeos com um conteúdo sadista as envolvendo. Esses pais foram pegos e presos, mas a mãe delas, que participava ativamente desse conteúdo esdrúxulo, teve uma pena mais branda,aparentemente sem um motivo válido. Dalrymple discute até que ponto existe uma procura por esse tipo de conteúdo, já que existe uma demanda tão grande. Uma vez tachado como Regra Quarenta e Cinco na prisão, isso nunca sairia da história do indivíduo como presidiário, caso saísse da prisão e eventualmente voltasse, ainda seria tratado que nem um animal pelos outros presos. A mesma atitude é observada na vida real. O conceito de pós-verdade aqui é mostrado na prática: por mais que certos rapazes sejam absolvidos de casos de pedofilia, sua vida já está acabada apenas por terem sido acusados do crime que não cometeram. Seria isso o que Freud chamou de “projeção” quando nos revoltamos ao ver nossos erros refletidos em outras pessoas? As redes sociais são o melhor exemplo. Certa vez, um presidiário falou para Dalrymple que se ele não lhe desse pílulas de diazepam, mataria um dos membros da Regra Quarenta e Cinco. Com uma simples retórica o autor tirou essa ideia do presidiário:

– Você tem algum filho?

– Três.

– E você vê as crianças?

– Não.

– Por que não?

– Os namorados novos.

– E você acha que esses serão os últimos namorados que as mães terão, ou elas terão mais?

– Mais.

– E como esses ou outros namorados vão tratar seus filhos?

O bandido compreendeu que, de certa forma, expôs crianças ao crime de pedofilia. Ele não abusou mas aumentou as chances disso ocorrer.

Dalrymple cita como é problemática o chamado “estupro presumido”, que é quando um maior de idade comete ato sexual com uma menor, sendo que esta tinha atitudes tão maduras quanto uma garota maior de idade. Curiosamente esses indivíduos normalmente vão presos por parar de ter relações com menores, afinal, elas e os pais os acusam justamente porque o rapaz não quis continuar o relacionamento. Até que ponto podemos julgar que uma pessoa é madura quando chega a determinada idade, mas no exato dia anterior não era? Até que ponto um indivíduo que usa o argumento que “a garota deu a entender que era madura” não está fazendo o mesmo que outros criminosos em outras situações? Nem sempre os presos tratam com violência alguém que comete crime de ordem sexual. O autor citou como exemplo um rapaz com problemas mentais que foi preso por esses motivos. Quando os presos perceberam o seu problema, o trataram bem, cuidaram dele, dando felicidade ao rapaz, e pela primeira vez na vida um motivo nobre para continuar vivendo aos presos. (Dalrymple cita outros exemplos, mas eles já foram explorados no resumo “Nossa cultura… ou o que restou dela”).

Capítulo 10 – O frágil rabisco azul

Dalrymple faz um comparativo entre a ineficiência dos psiquiatras e do sistema prisional. Todos esses exemplos são citados no resumo “Evasivas Admiráveis”, (incêndio acusado por sua mulher, presidiário que usava fezes para passar sua mensagem, vizinha idosa que acabou com o mercado da prostituição em seu bairro).

Capítulo 11 – Atividades recentes em homicídios

A burocracia tomou conta da saúde pública inglesa. Por vezes, seu trabalho se resume a assinalar quadrados em formulários. Este sistema acabava corrompendo os profissionais, que se importavam apenas em manter as aparências, baseados no poder que as estatísticas tem. Em um exemplo Dalrymple demonstrou como essa burocracia era perigosa: uma mulher que morava longe de um hospital foi impossibilitada de ser internada e assim proteger suas filhas de si mesma. Por vezes o mesmo teve que fazer trabalho de polícia, ao entrar em residências para avaliar possíveis pacientes com histórico criminoso. Em dicotomia a essa coragem, Dalrymple se demonstrou, em suas palavras, covarde em programas de televisão onde foi convidado. Em um desses, foi perguntado sobre exorcismo, e tendo em vista que um dos participantes diz ter sido alvo de um e devido a isso, ter melhorado de vida.

Capítulo 12 – Fungos psiquiátricos

Por vezes o embate necessário ao tratamento ou julgamento de algum indivíduo se passava no âmbito filosófico. Dalrymple discute com Thomas Szasz, um eminente psicólogo húngaro, que afirmava que os problemas mentais ou são patologias demonstráveis ou não são doenças. Baseado nessa premissa, um crime prático por alguém que não demostrava condições claras de que sua perturbação mental afetava seu físico, não deveria ser incriminado. Dentro desse contexto, outro exemplo citado em “Vida na Sarjeta” é aqui exemplificado. Um rapaz negro foi internado por surto psicótico, sua mãe apoiava a ação, um amigo moldou a opinião da mãe dizendo que Dalrymple era racista e por isso, o mesmo foi levado a não aceitar a internação do garoto, diz após isso que o garoto se matou.

Capítulo 13 – Nenhuma boa ação

Algumas pessoas se aproveitam do estado de bem estar social ou das seguradoras para conseguir ter uma vida com dinheiro fácil e sem trabalho. Na maioria das vezes elas precisam ter doenças que comprovem sua situação deplorável e assim o Estado lhe dê dinheiro. Acontece que essas pessoas acabam “criando” seus sintomas. Alguma situação em suas vidas lhe permitiu terem alguma doença (como no exemplo do rapaz que aspirou um gás venenoso em seu trabalho e, de acordo com o mesmo, afetou o seu cérebro cronicamente) então os mesmos exploram a situação. Como nenhuma pessoa gosta de ser tachada de fraudulenta (nem para si mesma) acabam realmente criando os sintomas, por vezes baseadas em informações vistas na internet. Assim, o Estado fica de mãos atadas, processos são perdidos e o contribuinte paga por um teatro que lhe obriga a pagar mais impostos.

Capítulo 14 e 15 – Prazeres ensurdecedores e Uma simples advertência

Capítulos dedicados a situações em que Dalrymple teve que depor.

Capítulo 16 – Estresse de bêbados

Outro capítulo dedicado a depoimentos, mas faço um adendo. Ele cita alguns casos interessantes, como o caso onde um rapaz matou a mulher que se relacionava, por motivo de ciúmes, Dalrymple diz: “[…] em situações desse tipo – muito comuns, como já mencionamos -, a mulher dedica sua vida mental para encontrar uma maneira de não provocar a violência do homem. Mas não existe tal maneira, já que a violência é o modo como ele a mantém ligada a si e a aparente irracionalidade representa a fonte de seu poder e efeito. A violência tem uma racionalidade,ou pelo menos, um propósito implícito, que é o de manter a mulher servil ao homem. Em nove entre dez casos, esse efeito não perdura indefinidamente. A larva se transforma – ou, nesse caso, é morta. O homem ciumento não ama a mulher que é objeto do ciúmes. Ele ama a si mesmo, ou melhor, dizendo, completa a si mesmo dominando a mulher. É essa sujeição que lhe assegura a sua própria significância ou importância. Eis a razão pela qual ele, com frequência, não lamenta por muito tempo o fim do “amor” quando a mulher o deixa. Ele avança para a mulher seguinte, a quem tratará exatamente da mesma forma.”

Capítulo 17 – Personagens maus

O sistema prisional e suas burocracias por vezes tratam como vilões aqueles que não o são. Este é o caso dos exemplos de Dalrymple nesse capítulo. O primeiro relata um bom policial que pediu a seus subordinados que dessem carona a uma garota que participou de um crime, ao deixá-la na zona rural que morava, ela sofreu uma overdose e morreu. Com a ajuda do autor, os policiais envolvidos não foram presos. Dois crimes que envolveram traição e humilhação, cometidos por indivíduos que nunca tiveram histórico, são citados pelo autor como situações em que ele próprio não considerava toda a gravidade do crime, em suas palavras, estes seriam pessoas adoráveis se não tivessem passado pelas situações que os tornaram assassinos.

Capítulo 18 – Atenuantes maníacas

Outro capítulo onde Dalrymple descreve alguns julgamentos.

Capítulo 19 – A arrogância precede…

Por vezes o autor decidia não tratar certos assassinos. No caso em que a mulher atacou o próprio filho e o pai de família se viu obrigado a abandonar os seus devido a uma psicose, Dalrymple acreditou ser melhor não tratá-los, pois o que sobraria de suas psicoses eram apenas seres humanos que destruíram sua própria história. O médico acredita que todos nós acreditamos em algum delírio, pois “não podemos suportar realidade demais”. O seu delírio era a sua importância. O autor afirma neste capítulo final que se sentia bem trabalhando em presídios, que sentir a dependência de policiais e bandidos a sua autoridade como médico lhe fazia bem. Mas, com um versículo, define bem o sentimento que lhe mostra o quão é efêmera sua sensação de grandeza: “A arrogância precede a ruína, e o espírito altivo, a queda”.

Sam Jr.
Graduado, mestre e doutor em física. Conservador e libertário. Don't tread on me.

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